quinta-feira, 14 de abril de 2016


Para quem gosta de mistério, este é um livro do género policial, que prende o leitor à história. Relata as peripécias de um investigador particular, que, para resolver um mistério, acaba por ver a sua vida em risco. Comprei na estação de autocarros, pela módica quantia de um euro, para ler durante a viagem e só consegui parar quando o mistério se desvendou, isto é no fim do livro.

quarta-feira, 13 de abril de 2016



Para os mais pequenos aqui fica a sugestão da minha filha, ela gostou muito das peripécias da fadinha do Natal!!

terça-feira, 12 de abril de 2016

Cosmos

Cosmos de Carl Sagan


Plano Nacional de Leitura
Livro recomendado para o Ensino Secundário como sugestão de leitura.

Carl Sagan trata de tudo: 'Cosmos é tudo o que existiu, existe ou existirá.' O que o olhar humano alcança e, mais longe ainda, o que a mente humana alcança. Leva-nos numa viagem para a frente no espaço e para trás no tempo. Faz-nos sonhar! Poder-se-á pedir mais de um livro?
Carlos Fiolhais, físico


Como referido no comentário, o que se pode pedir mais de um livro? Faz uma reflexão sobre a ciência e sobre o contexto social dos cientistas de uma forma simples mas muito clara e ao mesmo tempo profunda.
Carl Sagan foi para mim um modelo daquilo que eu considero um perfeito professor, que deixou muitas saudades. Sempre fui fã incondicional deste cientista.
Deixo também um link de um dos episódios da sua famosa série (recentemente reformulada pelo também brilhante Neil Degrasse Tyson) para quem quiser ver ou relembrar .
Carl Sagan's: Cosmos Part 12 - Encyclopaedia Galactica

Um livro a não perder e recomendo principalmente aos alunos do secundário.

segunda-feira, 11 de abril de 2016



É um livro muito interessante, fala de rapazes do lixo,  que têm  uma vida muito má, um dia encontraram uma mala com uma carteira com 1100 dólares. Os meninos ficam muito contentes  mas aparece a polícia procurando a mala porque pode ser uma prova de um crime e oferece uma boa recompensa a quem a encontrar. Mas Gardo e Raphel , os meninos, não a entregaram e vão à procura do culpado pois querem desvendar o mistério.
Leitura apropriada para jovens.

domingo, 10 de abril de 2016

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Biblioteca Digital



Apesar de pessoalmente, apreciar os livros em papel, é incontornável o domínio das novas tecnologias nos jovens e é necessário adaptarmo-nos a esta nova realidade.Por isso, aconselho este site, de livros digitais destinado principiante a crianças e jovens, porque é muito importante a iniciação precoce na leitura, para que no ensino secundário, a leitura seja um hábito adquirido.



Para aceder clicar aqui : Biblioteca digital


Savater - opinião

Uma breve opinião

Excerto de uma entrevista com o autor de "Ética para um jovem", Fernando Savater, sobre a leitura nas escolas e um breve comentário sobre uma das suas obras.






LUÍS SEPÚLVEDA




O título original desta publicação chama-se, na realidade, Historias Marginales – Histórias Marginais – e corresponde, precisamente, ao primeiro título desta colectânea de relatos de extraordinária beleza, a formar um ramalhete de pequenas estórias de heróis desconhecidos que a História relegou para a obscuridade.

Porque a História oficial se ocupa, quase que exclusivamente, do ponto de vista do vencedores.
A inspiração para dar início à escrito a incidir na temática de As Rosas de Atacama – o título escolhido pela editora – surge aquando de uma visita ao campo de concentração de Bergen Belsen onde o autor se depara com a seguinte inscrição:
Eu estive aqui e ninguém contará a minha história.

Uma frase onde está implícita a nota de desespero e cujo impacto só tem comparação com a pungente obra de Münch intitulada O Grito.

O contraponto da situação é dado, mais uma vez, por uma citação – Goebbels, com uma frase que tristemente célebre, que contém em si uma verdade medonha:
Um morto é um escândalo, mil mortos são uma estatística.

Uma frase chave que despoleta a motivação de Sepúlveda para contratacar com as palavras do poeta Guimarães Rosa:

Narrar é resistir.





Desta forma Luís Sepúlveda decide reunir todas estas pequenas histórias marginais com o objectivo de despertar a indignação e a memória. A finalidade é criar a vontade no Homem de mudar o mundo no sentido da evolução do progresso do Humanismo. E do respeito pelo ecossistema que permite a vida no planeta.

Uma obra que é, por isso mesmo e mais do que nunca, actual.
E a forma mais adequada de perseguir o seu objectivo é a de trazer à luz do dia aqueles que permanecem na sombra da História dos que não aparecem nos noticiários, que não têm biógrafos mas apenas uma esquecida passagem pelas ruas da vida.
As Rosas de Atacama é também um livro de relatos que conta as viagens de um andarilho aos locais mais recônditos de todo o mundo sob as condições de vida mais adversas, desde a bela e impiedosa selva do equador e o infernal deserto de Atacama, até à gelada Patagónia perto de Cape Horn ou à Lapónia no Árctico.
Cada relato tem a capacidade de nos deslumbrar ou comover pela forma como LS expõe as contradições inerentes ao desenvolvimento económico que entra muitas vezes em contradição com a sobrevivência humana e das outras espécies no planeta, afastando-se do seu objectivo inicial: a melhoria de qualidade de vida e o bem comum.
Deste autor chileno evidencia-se o talento inquestionável para extrair beleza dos sítios por onde passa quer e das pessoas com as quais trava conhecimento. Algo que se torna fácil para quem tem o dom inato – ou um leque de vivências fora do comum acumuladas durante muitas décadas – de enxergar para além da superfície, transformando muitas vezes a dor em palavras com sabor a poesia…
Ao mesmo tempo o Autor proporciona-nos a lucidez necessária à observação de algumas questões que estão na ordem do dia ao expor o absurdo de contradições quase sempre subjacentes aos jogos de poder dos senhores do mundo, ao referir-se, por exemplo, a uma ilha perdida na ex-Jugoslávia, onde antes coexistiam pacificamente várias etnias e religiões diferentes: Dói-me a ilha perdida e repete-me que os homens que não conhecem a fundo a sua História caem facilmente nas mãos de vigaristas, de falsos profetas e voltam a cometer os mesmos erros.

Os valores da solidariedade humana, da ecologia, da lealdade e da partilha do pão e do vinho das palavras são para Sepúlveda como uma espécie de eucaristia.

O Autor gosta, aliás, de escrever sobre uma mesa de amassar pão, como já foi referido a propósito de Patagónia ExpressUm acto que tem, em si, uma carga simbólica na medida em que são as palavras que lhe garantem a sobrevivência, isto é, que lhe colocam o pão sobre a mesa.
Uma obra composta por mini-contos de duração efémera (em média duas páginas) beleza fulgurante como as rosas do deserto de Atacama onde a escrita é o pão amassado com amor, alegria e…
…lágrimas.


VERGÍLIO FERREIRA


Manhã Submersa



Opinião
«Manhã Submersa» é um romance um pouco triste e cruel que retrata a vida de um conjunto de seminaristas oriundos de famílias pobres ou remediadas que se encontram num beco sem saída, entre uma suposta perspectiva de vida boa mas cheia de limitações em contraste com uma suposta liberdade em más condições de vida. Seminarista à força, ou privilegiado eleito a partir de um capricho de pessoas ricas e austeras, António Borralho sofre a obrigação de uma vocação que não sente, encurralado pela mãe que sonha com uma velhice mais confortável em virtude da prometedora carreira eclesiástica do filho, e uma tutora que o escraviza na religião mesmo em períodos de férias, benemérita que faz pagar bem alto o preço de ajudar uma família que vive na miséria. 
Num mosteiro onde também a austeridade impera, por meio de regras e caprichos de padres que também têm as suas obsessões, aulas de latim apimentadas por lutas entre facções criadas pelos educadores, ambientes de isolamento mas simultaneamente de criação de um rebanho dócil de seminaristas a todo o preço, geram os mais variados tipos de angústias e sentimentos negativos, atenuados em parte por algumas amizades e também por rivalidades que distraem os rapazes do ambiente deprimente em que se encontram. As atitudes de revolta, algumas mais premeditadas, outras longamente alimentadas em silêncio e depois precipitadas, são uma constante do comportamento dos seminaristas ao longo dos vários anos que António Borralho aguenta a sua estada no seminário. 
O estado emergente da adolescência, as tentações da carne a que tem que fugir a todo o custo, as provocações pérfidas e degradantes de várias pessoas entre os quais os seus antigos amigos e pessoas da família da sua tutora, indiciam um desprezo ao seu estado que o mina por fora como por dentro, que a pouco e pouco leva António a consolidar uma decisão de ruptura que o colocará de volta ao seu destino desgraçado mas liberto, preferindo a crueza da realidade à hipocrisia do meio homem sem vida. Entre as dúvidas dos amigos e as suas próprias, no descobrir da existência como homem e dos prazeres e armadilhas que a vida oferece, enleado numa teia de acontecimentos que não controla e onde se sente um joguete, a longa introspecção acaba por ser um jogo de hesitações onde só um acto repentino, irreflectido e irreversível, fruto do ódio, acaba por o colocar no caminho certo do seu destino.

Excerto



(...) o peso da dor nada tem que ver com a qualidade da dor. A dor é o que se sente. Nada mais. Desisto definitivamente de me iludir com a minha força de adulto sobre o peso de uma amargura infantil. Exactamente porque toda a vida que tive sempre se me representa investida da importância que em cada momento teve. Como se eu jamais tivesse envelhecido. Exactamente porque só é fútil e ingénua a infância dos outros - quando se não é já criança. 


(...) Estranho poder este da lembrança: tudo o que me ofendeu me ofende, tudo o que me sorriu sorri: mas, a um apelo de abandono, a um esquecimento «real», a bruma da distância levanta-se-me sobre tudo, acena-me à comoção que não é alegre nem triste mas apenas «comovente»... Dói-me o que sofri e «recordo», não o que sofri e «evoco». 



(...) Eu vivia, de resto, agora, e cada vez mais, da minha imaginação. E foi por isso a partir de então que eu descobri a violência da realidade. Nada era como eu tinha fantasiado e não sabia porquê. Parecia-me que havia sempre outras coisas à minha volta que eu não supunha, e que essas coisas tinham sempre mais força do que eu julgava. Assim, a minha pessoa e tudo aquilo que eu escolhera para mim não tinham sobre o mais a importância que eu lhes dera. Chegado à realidade, muita coisa erguia a voz por sobre mim e me esquecia. 



(...) Quando algum de nós se afastava para dentro de si próprio, logo a vigilância alarmada dos prefeitos o trazia de rastos cá para fora. Os superiores sabiam que, à pressão exterior, cada um de nós podia refugiar-se no mais fundo de si. Como sabiam também que a descoberta de nós próprios era a descoberta maravilhosa de uma força inesperada. Nenhuns sonhos se negavam ao apelo da nossa sorte, aí na nossa íntima liberdade. Por isso nos expulsavam de lá. Mas, uma vez postos na rua, havia ainda o receio de que as nossas liberdades comunicassem de uns para os outros e ficassem por isso ainda mais fortes. E assim nos obrigavam a integrar-nos numa solidariedade geométrica, ruidosa e exterior como de ladrilhos.

Um Pouco da História de VERGÍLIO FERREIRA...





Para quem não gosta de Ler aqui fica o vídeo sobre uma adaptação do Auto da Barca do Inferno, publicado no Youtube por:  

 Gabriel L. Ferreira


O Papalagui


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O Papalagui: discursos de Tuiavii , Chefe de Tiavéa nos mares do Sul, Edições Antígona.
Este livrinho constitui uma agradável leitura para diferentes idades, desde os jovens de 13 anos aos adultos. Estão aqui integrados os discursos do chefe duma tribo do arquipélago de Samoa, depois duma longa viagem em que conheceu vários países europeus. Esses discursos sobre o “Papalagui”, ou homem branco, destinavam-se aos seus compatriotas da Polinésia e foram publicados, em 1920, pelo antropólogo alemão que o acompanhou. O sucesso editorial foi enorme em todos os países em que foi publicado e entre nós já ultrapassou a dezena de edições  continuando pleno de actualidade. Tuiavii com o seu apurado espírito de observação, inteligência e ingenuidade faz uma descrição e reflexão sobre a civilização ocidental que resultará numa leitura divertida mas em que nos poderemos questionar também sobre os valores fundamentais pelos quais se regem as nossas sociedades.
Aqui fica um excerto, bem saboroso, em que Tuiavii reflecte sobre a falta de tempo de que se queixa o homem ocidental:
«Como vivem obcecados pelo medo de perderem o seu tempo, todos os Papalaguis – sejam homens, mulheres ou crianças de tenra idade −, sabem com exactidão quantas vezes nasceu o sol e a lua desde que viram pela primeira vez a luz do dia. Este acontecimento é considerado tão importante, que o celebram, a intervalos de tempo fixos e regulares, com flores e grandes festas. […] Ter uma idade, quer dizer: ter vivido um determinado número de luas. Isto de se perguntar qual o número de luas apresenta grandes perigos, pois foi assim que se acabou por determinar quantas luas dura em geral a vida dos homens. Ora acontece que cada um, sempre muito atento a isso, passadas que foram já inúmeras luas, dirá: “Pronto! Não tarda muito que eu não morra!” nada mais então lhe causa alegria e, de facto, acaba por morrer daí a pouco tempo.» (p.66)
O livro, existe numa versão mais simples e noutra maior com ilustrações de Joost Swarte, mantendo-se o texto integral em ambas.

2º Sugestão de leitura para Filosofia

Ética para um jovem

"Nada menos supérfluo do que ensinar as opções e os valores da liberdade se queremos educar seres humanos livres. Mas como falar de ética aos adolescentes, sem incorrer na simples crónica das ideias morais ou no doutrinamento casuístico sobre questões práticas? Pensado e escrito para ser lido por adolescentes, Ética para Um Jovem explica, numa linguagem clara, profunda e ao mesmo tempo divertida, do que trata a Ética e de como a podemos aplicar à nossa vida quotidiana para tentarmos viver da melhor maneira possível connosco e com os outros."



  "Um livro que convida o leitor a reflectir e a colocar novas questões sobre a liberdade de escolha, a responsabilidade, o valor da amizade, o amor, o respeito, a posse, o poder. Com exemplos ilustrativos que vão dos clássicos gregos a Citizen Kane, cada capítulo finaliza com citações de escritores como Erich Fromm, Martin Buber, Daniel Defoe e Octavio Paz. Um livro indispensável tanto para jovens como para pais e professores"

Obra de reflexão filosófica sobre a Ética, que desperta o sentido crítico, sempre com uma linguagem simples e com sentido de humor. Numa altura em que os jovens se afastam da leitura, este é um livro que prenderá o jovem com muita facilidade e irá criar a necessidade de ler mais sobre toda a obra de Savater.


CRISTIANO RONALDO

Um pouco de "desporto" no blogue.... 




Os 10 melhores golos
Clique no Vídeo :)



 Para saber um pouco mais sobre "O NOSSO ORGULHO NACIONAL"




O primeiro amor é sempre o último!!!

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«O primeiro amor é sempre o último»

Este é um livro do escritor francófono de origem marroquina Tahar Ben Jelloun e pode ser lido com prazer e interesse tanto por  alunos do secundário como por adultos. 
Curioso da sociedade e do mundo que o rodeia, o autor publicou vários romances, novelas, contos, poemas e ensaios sendo também cronista regular.
Esta obra apresenta-nos curtas narrativas, divertidas ou maliciosas,  que nos falam da dificuldade de comunicação entre o homem e a mulher árabes, da incompreensão, da solidão, do amor, da sexualidade, do prazer e da dor e que tanto se inspiram nos episódios lendários de As mil e uma noites como nas narrativas realistas e saborosas do Decameron.
Esta obra foi traduzida por Ana Cristina Tavares (uma das modestas autoras deste blogue).
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«A intensidade de um amor pode medir-se consoante a impaciência ou a extrema paciência da espera. No que chega ou não chega, sei que o mais belo é o tempo da espera, um espaço estendido como uma peça de roupa entre uma árvore e um pilar vacilante e longínquo que vislumbramos sem estar verdadeiramente definido.» p. 64